Que sufoco!
Os comandados de PCC vêm cumprindo à risca a tarefa de proporcionar fortes emoções ao torcedor são-paulino. Torcedor que, com apenas um mês de bola rolando em 2011, já foi do céu ao inferno com o time.
Será que veremos uma vitória tranquila do SPFC ainda este ano?
Tomara, pois não foi isso o que vimos ontem.
Sim, a equipe comandada por PCC bateu a Portuguesa, mantendo dois gols de vantagem durante boa parte do jogo.
Sim, a Lusa tem um elenco tecnicamente mediano e bastante desacertado em campo.
E sim, o SPFC só venceu porque tem mais jogadores com capacidade técnica de decidir uma partida. Nada além disso.
O jogo seguia rigorosamente igual até o gol de Fernandinho (29'/1T), após - mais um - lançamento genial de Dagol. Até ali, as duas equipes abusavam dos passes errados no meio, mas chegavam com facilidade no ataque, denunciando a fragilidade defensiva de ambas.
A Lusa veio pra cima depois do gol e só não empatou porque Rogério Ceni operou seus milagres (que, aliás, continuaram ao longo de toda a partida. Ai se não fosse o Rogério...).
Imprescindível atrás, decisivo na frente. Rogério Ceni cobrou com perfeição falta cavada por Fernandinho, chegou ao seu 98º gol e deu um pouco de tranquilidade ao SPFC na partida (39'/1T). Golaço!
(Atenção gambás, sereias e porcada em geral: só faltam 2!!!)
Depois do intervalo, a habitual letargia tricolor (amplificada pelos 2 a 0 no placar) permitiu que a Lusa rondasse com frenquência a meta de Rogério. A zaga são-paulina (armada sabe-se lá como por PCC) não suportou por muito tempo a "pressão" do adversário.
O bravo Alex Silva fez pênalti em Fabrício, convertido por Héverton (12'/2T). E assim, a breve calmaria do final da primeira etapa voltou a ser tormenta de sempre.
O alívio parecia ter vindo com o gol do estreante Rhodolfo (29'/2T), após - outro - lançamento primoroso de Dagol. Parecia, mas não veio.
No final da partida, a zaga são-paulina (armada sabe-se lá como por PCC) vacilou de novo. E, de novo, Héverton descontou para a Lusa (41'/2T).
Os últimos minutos foram de enfartar. Mas, desta vez, a sorte foi aliada, né PCC?!
E, contando com a sorte (e com Rogério Ceni), la nave va...
Salve o Tricolor Paulista, uai!
* Federico Fellini que nos perdoe.
Foto: Terra